sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Greve dos Correios parte XIII (30/09/2011)

Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
30/09/2011
ECT ajuíza dissídio coletivo no TST e pede liminar para suspensão da greve

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) instaurou dissídio coletivo no no Tribunal Superior do Trabalho com pedido de liminar para a suspensão da greve dos seus empregados, que começou no dia 13 de setembro, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. O pedido, que chegou ao TST ontem (29) à noite, classifica a paralisação como “movimento atentatório à ordem pública” e pede que, no julgamento do mérito, a greve seja considerada abusiva.

Caso o TST decida não determinar a suspensão da greve, os Correios pedem que o Tribunal determine que a Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) garanta o percentual de 70% de empregados em cada uma das unidades operacionais da empresa, como agências postais, terminais de cargas e garagens e centros de triagem. O pedido é baseado no artigo 11 da Lei nº 7.783/89 (Lei de Greve).

A ECT alega que foi surpreendida pelo movimento grevista quando o processo de negociação para o acordo coletivo da categoria, relativo a 2011/2012, estava “em pleno andamento”, e afirma que, mesmo após o início da greve, tentou, “em mais de uma ocasião, a apresentação de proposta que permitisse o final da greve”, todas elas rejeitadas. Para a empresa, a deflagração da greve não teria levado em conta alguns dispositivos legais, como a Constituição da República e a Lei de Greve.

A ECT destaca ainda que o movimento dos seus funcionários causa prejuízo a serviços de natureza eminentemente sociais, como o pagamento de aposentadorias e a entrega de remédios por via postal. Assim, a greve extrapolaria os limites das reivindicações trabalhistas “com nítido conteúdo político-ideológico”.

A empresa requer também que, durante o movimento, a FENTECT garanta o acesso de usuários e empregado às unidades dos Correios, como também a entrada e saída de veículos, e que seja impedida a realização de piquetes e atos que resultem em depredação do patrimônio público.

O processo será encaminhado à vice-presidente do TST, ministra Cristina Peduzzi. De acordo com o Regimento Interno do TST, compete à Vice-Presidência designar e presidir audiências de conciliação e instrução dos dissídios coletivos de competência originária do Tribunal (que envolvem categorias de abrangência nacional). A audiência é etapa obrigatória do dissídio coletivo, quando as partes, sob a mediação do TST, tentam chegar a um acordo.

(Augusto Fontenele/CF)
audiência dia 04/10/2011 no TST.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Greve dos Correios parte XII(29/09/2011)

Funcionários dos Correios bloqueiam entrada do edifício-sede em Brasília
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
29/09/2011 | 11h11 | Greve



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Ato une bancários e funcionários dos Correios em greve no setor que reúne prédios de várias instituições bancárias e da empresa (dos Correios), no bairro da Asa Norte, em Brasília . Imagem: Antônio Cruz/ABr
Antônio Cruz/ABr

Os funcionários dos Correios, em greve há 16 dias, bloquearam hoje (29) a entrada e a garagem do edifício-sede da empresa, no Setor Bancário Norte, em Brasília. Eles querem impedir a entrada de colegas que não participam do movimento.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Rodrigo Brito, esteve no local e incentivou a unificação da luta das classes trabalhadoras, argumentando que qualquer categoria que for derrotada influenciará no resultado da luta de outra, em relação às reivindicações das datas-bases. Os bancários estão em greve em todo o país desde terça-feira (27). "Os fura-greves atentam contra o direito coletivo", destacou.

Os trabalhadores dos Correios reivindicam reajuste de no piso salarial e recomposição das perdas, além da convocação dos aprovados no último concurso. Na próxima terça-feira (4), caravanas de todos os estados devem chegar a Brasília para uma manifestação.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Carteiros fazem protestos no Teatro Amazonas (parte II)

Funcionários dos Correios fazem manifestação em frente ao Teatro Amazonas

O grupo tenta chamar a atenção da presidenta Dilma Rousseff, que segue para o Teatro para assinar o programa 'Bolsa Verde'

O grupo tenta chamar a atenção da presidenta Dilma Rousseff, que segue para o Teatro para assinar o programa
O grupo tenta chamar a atenção da presidenta Dilma Rousseff, que segue para o Teatro para assinar o programa (BRUNO KELLY / ACRÍTICA )
Um grupo, formado por 275 funcionários dos Correios, realizam manifestação no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, no Centro de Manaus. Os trabalhadores tentam chamar a atenção da presidenta Dilma Rousseff para a situação deles. A presidente está em Manaus para lançar o programa "Bolsa Verde".
“Estamos há 15 dias de greve a até agora nada foi feito em prol dos trabalhador. Cerca de 300 trabalhadores estão aqui querendo a atenção da Presidenta Dilma. Enquanto não tiver uma negociação a greve continua”, conta Afonso Rufino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Empresas Similares de Comunicação Postal e Telegráfica do Amazonas (SINTEC).

Carteiros fazem protestos em frente ao Teatro Amazonas contra a presidenta Dilma

Protestos marcaram a visita de Dilma Rousseff ao Amazonas nesta quarta

Como um forte aparato de segurança impediu que as pessoas se aproximassem do Teatro, os manifestantes tiveram que usar o Largo de São Sebastião para protestar.
[ i ] Enquanto Dilma discursava no Teatro Amazonas, manifestantes protestavam do lado de fora.
Manaus - A visita da Presidente da República, Dilma Rousseff à Manaus na manhã desta quarta-feira (28) serviu para que diversos representantes de sindicatos, organizações não-governamentais e entidades de classe realizassem manifestações em frente ao Teatro Amazonas, local onde a presidente participou do lançamento do plano 'Brasil Sem Miséria'.
Como um forte aparato de segurança impediu que as pessoas se aproximassem do Teatro, os manifestantes tiveram que usar o Largo de São Sebastião para levantar bandeiras e entoar gritos de protesto contra Projetos de Lei e Medidas Provisórias criadas pelo governo federal.
Pelo menos 50 funcionários dos Correios se mobilizaram para tentar chamar a atenção para a greve da categoria, que já dura 15 dias. Com gritos de ‘Dilma a culpa é sua, a greve continua”, os carteiros juntaram-se ao Movimento S.O.S Encontro das Águas, S.O.S Floresta, Sindicato dos Produtores Rurais de Rio Preto da Eva, Greenpeace e à Comissão dos Bombeiros Profissionais Civis.
Reconhecimento
Pouco mais de cinco representantes dos Bombeiros Civis realizaram movimento pedindo o fim da tramitação do Projeto de Lei 007/2011, que pede a extinção da profissão e o enquadramento dos bombeiros como Brigadistas. "Serão 600 trabalhadores prejudicados somente em Manaus. E no Brasil, serão mais de 200 mil pessoas que perderão seus empregos e profissão. Não podemos ficar calados, e viemos mostrar à presidente que algo precisa se feito", disse  o representante da categoria, José da Silva Mendes.
Estudantes ligados ao grupo S.O.S Encontro das Águas levaram faixas pedindo que Dilma mantenha o tombamento da área, e trave a construção de um porto privatizado no local. Representantes do Greenpeace aderiram ao protesto ambientalista, e tentaram entregar uma muda de Açaí à presidente, mas foram impendidos pela segurança de entrarem no Teatro. O grupo tenta impedir a mudança no Código Florestal do país, o que, para eles, causaria aumento no desmatamento da floresta.
Apoio
Enquanto uns gritavam contra o Governo Dilma, outros aplaudiam. A Associação Nacional dos ex-Soldados Especializados da Aeronáutica (Anese) mandou vinte representantes para a recepção da presidente. Eles agradeciam o apoio recebido para a regulamentação da profissão, que há 13 anos tenta retornar para os quadros da Aeronáutica. No Amazonas, são 183 ex-soldados. Em todo o país, o número é próximo a 3 mil.
Diferente da última visita da presidente, em que mais de vinte indígenas estavam presentes para pedir apoio para a questão habitacional dos índios urbanos do Amazonas, nesta quarta-feira, apenas o cacique Paulo Apurinã estava no Largo à espera. De acordo com ele, os índios conseguiram um passo importante, e agora é hora de agradecer o apoio e esperar o repassa do investimento para iniciar os projetos. Segundo Paulo, o governo teria acertado a liberação de R$ 63 milhões de reais para a causa indígena no Amazonas.
O sol forte de meio dia, e o atraso da presidente Dilma, fez com que boa parte dos manifestantes desistissem do protesto, deixando no local apenas alguns curiosos que esperavam ver a presidente.

Greve dos Correios parte XI (28/09/2011)

Greve dos Correios deve ser decidida na Justiça

Agência Estado

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O desconto em folha dos dias parados pelos trabalhadores dos Correios que aderiram à greve foi o que impediu o fechamento de um acordo entre o sindicato da categoria e a estatal hoje. O presidente da empresa, Wagner Pinheiro, disse à Agência Estado que, em reunião hoje no Ministério Público do Trabalho, as negociações chegaram a avançar, mediante a contraproposta apresentada pela estatal. Os Correios decidiram pagar um abono de R$ 500,00 e um aumento de R$ 80,00 a partir de janeiro em substituição à proposta inicial que previa um abono de R$ 800,00 e uma parcela fixa de aumento no salário de R$ 50,00. No entanto, o sindicato se retirou da mesa de negociações, segundo Pinheiro, quando a estatal abordou o corte do ponto de quem aderiu à greve. "Lamentamos eles terem tomado a iniciativa de ir para a Justiça. Não descontar (os dias parados) não tem condição", afirmou Pinheiro.
Alguns sindicatos regionais já entraram com ações na Justiça com o objetivo de impedir o desconto dos dias parados, mas as decisões da Justiça não são unânimes. Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postais, Telégrafos e Similares (Sintec-PB) obteve liminar para que não haja corte de ponto nem de vale-transporte e vale-alimentação dos grevistas. Os Correios já recorreram da decisão. No Rio Grande do Sul, porém, o pedido foi indeferido.
Segundo Pinheiro, a empresa até se dispôs a fazer o desconto dos dias parados de forma parcelada, mas o sindicato foi irredutível. "Reconhecemos o direito de greve dos trabalhadores, mas a empresa tem também o direito de efetuar o desconto", disse.
Diante do impasse, Pinheiro reforçou pedido de desculpas da empresa à população pelos transtornos causados e reiterou o apelo para que os carteiros voltem ao trabalho. "Vamos fazer um apelo para os carteiros voltarem ao trabalho, porque temos convicção de que é isso que eles querem", afirmou. Pinheiro lembrou que a estatal tem feito mutirões para fazer triagens e entregar encomendas e que já convocou 5.300 aprovados no concurso realizado em maio para amenizar os efeitos da greve.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Greve dos Correios parte X (27/09/2001)

Presidente da ECT chama comando de negociação para reunião que vai entregar a greve


12h - 27 de setembro de 2011


Depois que os trabalhadores de todo o país entraram massivamente em greve e acuaram a empresa, o presidente da ECT, o petista Wagner Pinheiro, chamou uma reunião com o comando de negociação nesta manhã de quinta-feira, 27.
A proposta de reunião com o comando de negociação interrompeu a assembléia da categoria em Brasília, e parece ter sido negociada horas antes, já que não houve qualquer surpresa entre os integrantes da burocracia sindical.
A partir das 11h o comando estará reunido com o presidente da ECT, que certamente não deve melhorar a proposta já apresentada à categoria, que também já rejeitou essa proposta em todas as assembléias.
O que está em marcha nesta reunião é o fim da greve dos Correios em troca de nenhuma proposta de aumento real para a categoria. O próprio comando de negociação, com apoio irrestrito do PSTU, aprovou o rebaixamento de uma pauta que já era rebaixada.

Não ao rebaixamento da pauta!
Ato nacional em Brasília nesta quinta-feira, 29, para encostar Dilma e Wagner Pinheiro contra a parede!
Não à privatização dos Correios!
Greve até a vitória!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Greve dos Correios parte IX(26/09/2001)

26/09/2011 12h22 - Atualizado em 26/09/2011 12h22

Ministro diz que Correios não vão pagar dias parados aos grevistas

Sindicato condiciona acordo ao pagamento de dias parados, diz Bernardo.
Grevistas e direção dos Correios se reúnem nesta segunda para negociar.


Fábio Amato Do G1, em Brasília

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira (26) que os Correios não vão pagar os dias parados dos funcionários que estão em greve desde o dia 14.
De acordo com o ministro, o pagamento dos dias parados é uma das condições impostas pelos grevistas para chegar a um acordo e voltar ao trabalho. Hoje, 18% dos servidores dos Correios estão parados, disse Bernardo.
“Eles [grevistas] querem que paguemos os dias parados, e nós não temos condições de fazer isso”, disse ele. “Acho que o Wagner [Pinheiro, presidente dos Correios] certamente pode encontrar uma forma de amenizar, descontar em parcelas, mas nós não temos condições de acatar essa sugestão.”
Bernardo disse ainda que representantes dos sindicatos de servidores e dos Correios devem se reunir ainda nesta segunda-feira para discutir um acordo.
O ministro afirmou que nos dois últimos finais de semana foram feitos mutirões nos centros de distribuição dos Correios para triagem e preparação das correspondências e, por isso, a normalização das entregas será feita “rapidamente” após o fim da greve.
Proposta rejeitada
Na sexta-feira, os Correios rejeitaram a contraproposta da representação sindical dos trabalhadores dos Correios. A companhia informou que considera que a proposta "está acima das possibilidades orçamentárias da empresa e inviabilizaria a sustentabilidade da ECT", segundo nota da empresa.
Os trabalhadores pediam reposição da inflação de 7,16%, reposição das perdas salariais de 24.76%, de 1994 à 2010, além de outras reivindicações, como aumento linear de R$ 200 e não desconto dos dias parados em decorrência da greve.
"A contraproposta tem impacto de R$ 4,3 bilhões na folha de pagamento -- representa um acréscimo de 70% no custo anual da folha. (...) Os índices reivindicados elevariam a despesa com pessoal para 80% do orçamento da empresa", defendeu a empresa.

domingo, 25 de setembro de 2011

Alexander Dugin: Eu sou um amigo de verdade

Eu sou um amigo de verdade ...



Hoje Alexander Dugin fundador e líder do Movimento da Eurásia fez esta declaração clara em um site de rede amplamente usado Social ...
"Eu sou um verdadeiro amigo do povo americano. Pessoas boas e de coração aberto. Nós estamos indo para salvá-los depois de destruir a força negra que envenenou os americanos e os escravizaram.
América para os americanos! - É muito slogan da Eurásia.
Estaríamos plenamente satisfeito com a doutrina Monroe aplicada. Nós não temos nenhuma intenção de submeter os americanos a nossa regra ou impor-lhes nossos valores. Estamos lutando para a possibilidade de qualquer pessoa para afirmar e defender os seus valores (não nosso!). Então, nós, Eurasianistas, estão profundamente e sinceramente pró-americano ".
Isso não é notícia para os ativistas revolucionários como o nosso Frente americana que viram o calor Dugin e preocupação para o nosso Povo voltando mais de 15 anos. Para a pessoa média, sendo alimentados mentiras pela mídia (na realidade, o braço de propaganda do Globalistas), esta voz da razão vindo de oft demonizado "Rússia" pode muito bem abrir os olhos.
Um dos nossos Cadre AF de Liderança com adição de ...
"Nós não poderíamos estar mais entusiasmados com esta declaração. Para quem pensa que esta posição um novo ou uma estratégia cínica de Alexander e seu Movimento da Eurásia - você não poderia estar mais errado. Sua honestidade e integridade, e por extensão o EM, são, sem dúvida. Nós já vimos isso com nossos próprios olhos, tanto nos momentos bons e ruins. Para nós, Alexander Dugin e do Movimento da Eurásia são amigos, companheiros e espíritos afins que representam uma das maiores ameaças ao nosso inimigo Globalist comum. Enviamos nossas calorosas saudações e nosso apoio leal. "
Alguns dos trabalhos de Alexandre pode ser encontrada em seu EVRAZIA e nossa própria revolta aberta .

sábado, 24 de setembro de 2011

Greve dos Correios continua forte.


sábado, 24 de setembro de 2011

Correios rejeitam contraproposta de funcionários em greve

Proposta 'está acima das possibilidades orçamentárias da empresa'.
Os Correios estão contratando de forma imediata 6.074 novos empregados.


Em greve há mais de uma semana, trabalhadores dos Correios fazem manifestação em frente ao Palácio do Planalto (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Em greve há mais de uma semana, trabalhadores dos Correios
fazem manifestação em frente ao Palácio do Planalto (Foto: Fabio
Rodrigues Pozzebom/ABr)
A contraproposta da representação sindical dos trabalhadores dos Correios foi rejeitada pela empresa nesta sexta-feira (23). A companhia considera que a proposta "está acima das possibilidades orçamentárias da empresa e inviabilizaria a sustentabilidade da ECT", segundo nota da empresa. Os trabalhadores pediam reposição da inflação de 7,16%, reposição das perdas salariais de 24.76%, de 1994 à 2010, além de outras reivindicações, como aumento linear de R$ 200 e não desconto dos dias parados em decorrência da greve.

"A contraproposta tem impacto de R$ 4,3 bilhões na folha de pagamento -- representa um acréscimo de 70% no custo anual da folha. (...) Os índices reivindicados elevariam a despesa com pessoal para 80% do orçamento da empresa", defendeu a empresa.
De acordo com os Correios, 15 mil grevistas já voltaram ao trabalho -- o que corresponde a 44% dos profissionais que haviam aderido à paralisação. O índice de adesão nacional divulgado pela empresa nesta sexta-feira é de 18%, com 19 mil empregados parados.

"Com 82% do efetivo total em atividade, os Correios trabalham para manter a entrega de correspondência em dia, e 65% da carga segue no prazo. Neste final de semana, mais um mutirão nacional será realizado pelos empregados da empresa, com objetivo de manter esse índice", diz a nota.

Do Valor OnLine

Greve dos Correios parte VIII (23/09/2001)

A greve continua, o video da manifestação dos Carteiros em SP.

http://www.youtube.com/watch?v=cffF3Q-0u9A&feature=player_embedded

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Piso salarial dos professores em 2012 será R$ 1.384

Professor: piso nacional deve passar para R$ 1.384 em 2012


21/9/2011 13:57,  Redação, com agências - de Brasília

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O valor do piso nacional dos professores das escolas públicas terá reajuste nominal de 16,6% em 2012

O valor do piso nacional dos professores das escolas públicas do país terá reajuste, passando dos atuais R$ 1.187 para R$ 1.384. A memória do cálculo de lei orçamentária para 2012, enviada ao Congresso Nacional pelo Ministério do Planejamento, prevê um aumento de 16,68% no valor mínimo investido por aluno pelos governos municipais, estaduais e federal. A diferença entre um ano e outro neste valor é o cálculo utilizado pelo MEC (Ministério da Educação) para o piso nacional dos professores.

O total mínimo investido por aluno do ensino fundamental passará dos R$ 1.722,05 para R$ 2.009,45. A origem desse dinheiro é o Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) e os Estados que não conseguem atingir esse mínimo recebem uma complementação da União.

Minas Gerais e Paraná precisarão, pela primeira vez, receber o dinheiro, geralmente destinado a Estados mais pobres. Piauí e Rio Grande do Norte vão conseguir pagar o valor. Os outros Estados que continuam na lista são Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba e Pernambuco. No total, a complementação chegará a R$ 9.603.858.15 em 2012. Os valores exatos devem ser definidos em breve pelo Ministério da Educação.

Greve dos Correios parte VII (22/09/2001)

Saiu o no 29 da Federação (FENTECT) que já lançou a contra-proposta para encaminha para a ECT.

http://www.fentect.org.br/media/informes/INFORME_029.pdf

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Greve dos Correios parte VI (21/09/2001)

A Greve não terminou!!!

Quarta Feira, 21 de Setembro

Ao contrario do que a direção da empresa diz a GREVE NÃO ACABOU. Prova disso é ontem o ultimo sindicato que faltava a deflagrar greve amanheceu de braços cruzados. Agora estão parados os 35 sindicatos filiados a FENTECT.

Diante disso a empresa não tem mais como negar a greve nacional deflagrada na noite do dia 13. O próprio presidente da empresa já admite que pelo menos 40% dos trabalhadores estão de braços cruzados só no estado de São Paulo, isso significa que o maior fluxo postal no país está parado.
Ao admitir que pelo menos 40% dos carteiros estejam em greve, Wagner Pinheiro reforça ainda mais o que os sindicatos dizem, A GREVE ESTÁ MUITO FORTE. Todos sabem que a empresa joga contra a greve e sempre passa um percentual de adesão rebaixado, ao admitir que pelo menos 40% dos carteiros estão parados, podemos deduzir que esse numero é bem maior, e prova disso são as assembléia que estão lotadas.
Outro fator que nos mostra a força da greve dos ecetistas é a mudança de discurso da direção da empresa que já se coloca a disposição de voltar a mesa de negociação. “A empresa possui um dono, que é a população brasileira, e o caminho para a resolução é a negociação”, disse Wagner Pinheiro na entrevista coletiva em Santa Catarina.
Companheirada, a nossa greve continua forte, mas é preciso dar visibilidade ao nosso movimento. Nesse sentido é de grande importância os trabalhadores ecetistas estarem comparecendo as assembléias, nos atos realizados pelos sindicatos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Organizaçào da Derrota (1961-1964)


Correio @pravda.ru

1961-1964: A Organização da Derrota

19.09.2011

Mário Maestri
O primeiro governo parlamentarista do Brasil, em 1961, formou-se sob a chefia de Tancredo Neves, do PSD. Três ministérios foram entregues ao PSD, dois ao PTB - Trabalho e Exterior -, dois  à UDN. Nos seis primeiros meses, o presidente da Republica, João Goulart, esforçou-se para garantir o imperialismo e os conservadores sobre sua vocação democrática e  anti-comunista. Em abril de 1962, visitou Washington onde, apesar de declarar oposição à Cuba, não obteve o apoio esperado, pois se negou a abraçar irrestritamente o monetarismo ortodoxo proposto pelo FMI. Prosseguiam suspensos os empréstimos ao governo brasileiro.
Em 1º de maio de 1962, Goulart defendeu as "reformas de base", entre elas, a agrária, sem indenização monetária. O apoio popular era necessário ao retorno do presidencialismo, através de plebiscito pactuado durante o acordo. Quando, em junho, com a renúncia de Tancredo Neves, Goulart propôs o político trabalhista e progressista San Tiago Dantas para primeiro ministro, impugnado pelo Congresso, ele designou Moura Andrade, do PSD, que renunciou, 48 horas após a indicação, devido à negativa de Goulart de aprovar os ministros que indicara. A crise ministerial aprofundou-se com a prontidão das forças militares e a greve geral, da CNTI, interrompida a pedido de Goulart.
Brochado da Rocha, do PSD, ex-secretário do Interior de Brizola, assumiu como primeiro ministro, prometendo combate à inflação e à escassez de alimentos e política exterior independente. Em inícios de setembro, foi substituído por Hermes Lima. Sob pressão de greves gerais, o Congresso marcou o plebiscito para 6 de janeiro de 1963, vencendo o presidencialismo em forma esmagadora. Após dezesseis meses de parlamentarismo, Goulart assumia a presidência, a três anos do fim de seu mandato. Goulart retomou o programa nacional-desenvolvimentista, associado a reformas estratégicas. Nomeou San Tiago Dantas, do PTB, para o ministério da Fazenda, Celso Furtado, no Planejamento e Almino Afonso, no Trabalho. Delineado por Celso Furtado, o programa geral de governo - "Plano Trienal" -  reconhecia que a inflação - 52% em 1962 - comprometia as inversões, o crescimento e causava tensões sociais.
Criticando as  soluções recessivas, o Plano Trienal pretendia superar o impasse da falta de recursos com as "reformas" de base" - administrativa, financeira, tributária e agrária. Porém, estas ultimas deviam ser aprovadas por Parlamento, dominado pelo centro, centro-direita e direita. O impasse econômico do padrão de acumulação nacional-desenvolvimentista materializava-se em impasse político. Ao rejeitar a proposta de Brizola, em 1961, de novas eleições, Jango fechava as possibilidades de avançar constitucionalmente as iniciativas necessárias.
 Enquanto as "reformas de base" não eram aprovadas, o governo propôs reduzir a inflação, a 10%, em três anos, com ganhos reais na produtividade do trabalho de 7% ao ano e com a redução das desigualdades sociais. Nos fatos, San Tiago Dantas, na Fazenda, e Celso Furtado, no Planejamento, avançaram o tradicional saneamento anti-inflacionário: alguns poucos novos impostos para os mais ricos; redução dos subsídios a empresas públicas de transporte e à importação do trigo e gasolina; impulsão nas exportações com a desvalorização do cruzeiro em 30%. O plano foi aprovado pelo FMI e pelo presidente John Kennedy.
 Atração golpista
 No primeiro trimestre de 1963, a inflação restringiu-se a 16%. Porém, o corte dos subsídios às importações; uma maior uniformização das taxas de câmbio; a restrição do crédito; a desvalorização da moeda, etc., aumentaram o custo de vida, a recessão, a crise social, as greves, dissociando sobretudo os trabalhadores mais organizados do governo.  Apesar do programa implementado e de acordo que indenizava vantajosamente empresas estadunidenses expropriadas por estados da federação, o governo obteve nos USA apenas o condicionamento de novos empréstimo à radicalização das medidas tomadas, sob o controle do FMI. Em 1963, o Brasil deveria pagar US$ 1,8 bilhões, uns 43% de suas exportações.
Em março, o governo propôs ao Congresso a expropriação de terras com pagamento em títulos públicos. Em maio, prometeu aumento salarial de 70% para os funcionários federais e militares, apesar de ter afirmado em Washington que não ultrapassaria os 40%. Fechado o primeiro semestre, no Rio de Janeiro, a inflação superava os 30%, taxa estimada para todo o ano. Sem conquistar o apoio financeiro dos USA, Jango afastava-se das classes trabalhadoras e populares. Nesse contexto, ensaiou vacilante e incompleta correção de rumo que expressava o impasse político que vivia o país e suas origens sociais e políticas, mais do que sua personalidade.
Ao preparar confronto com o governo USA, através de eventual moratória unilateral, procurou não cortar os laços com a orientação anterior. Durante a reforma ministerial de junho, dissolveu o ministério do Planejamento de Celso Furtado e  substituiu San Tiago Dantas, na  Fazenda, pelo político conservador Carvalho Pinto, que articulou plano anti-inflacionário através de bônus bancários. Entrementes, aprofundava-se a crise geral. Em 12 de setembro de 1963, sargentos, fuzileiros e soldados da Aeronáutica e da Marinha manifestaram-se na capital federal, retendo o presidente da Câmara e ministro do Supremo Tribunal, para defender o direito de eleição de praças e sub-oficiais.  Em 4 de outubro de 1963, em associação com seus ministros militares, João Goulart requereu ao Congresso a decretação de Estado de Sítio, por trinta dias, para controlar a agitação social, e organizou a prisão de Carlos Lacerda, governador direitista do Rio de Janeiro, e Miguel Arrais, governador esquerdista de Pernambuco.
Retomando a proposta de Jânio Quadros de 25 da agosto de 1961, Goulart procurava debelar a crise através da constituição de governo de exceção, apoiado nas forças políticas de centro  e nas forças armadas. O golpismo foi combatido pela esquerda, pelo sindicalismo trabalhista, pelo PSD e pela UDN, que, por diferentes razões, temiam governo de exceção dirigido por Goulart. Em 7 de outubro, sem apoio político,  retirou o pedido ao Congresso e empreendeu nova guinada, agora, à esquerda. Propôs, segundo as exigências nacional-desenvolvimentistas, que os lucros dos capitais mundiais que excedessem aos 10% exportáveis permitido pela lei, seriam reinvestidos como "capitais nacionais de estrangeiros", sem direito à nova re-exportações de lucros. Prosseguindo na senda desenvolvimentista, Jango criou a Eletrobrás, o Conselho Nacional de Telecomunicação, a Comissão Nacional de Energia Nuclear, e reatou as relações com a URSS.
Porém, nesse momento, os segmentos industrialistas nacionais, base do nacional-desenvolvimentismo, associados ao capital internacional, ou medrosos das crescentes reivindicações populares, avançavam já o projeto golpista. A derrota da proposta de Goulart de governar com os militares, de outubro de 1963, fortalecera a proposta de intervenção castrense sem a participação do presidente. Um dos líderes das articulações era o general Castelo Branco. Já em 1962, antes da vitória do presidencialismo, a conspiração de direita progredia entre a alta oficialidade e a grande burguesia, sobretudo paulista. Os golpistas defendiam que a população fosse incapaz de interferir, mesmo indiretamente, nos destinos do país. Em inícios de 64, expoentes da UDN pregavam abertamente o golpe.
 Burguesia Golpista
Em dezembro de 1963, com inflação que, no Rio de Janeiro, encerraria o ano acima dos 80%, Carvalho Pinto foi substituído por Nei Galvão, que empreendeu medidas de controle direto dos preços. No mesmo mês, Jango determinou revisão das concessões governamentais de exploração de recursos minerais por estrangeiros. Em janeiro de 1964, regulou a Lei de Remessa de Lucros. Em fevereiro, as medidas nacionalistas foram contrabalançadas com movimento em direção ao câmbio livre, exigido pelo FMI. Porém, em parte devido às dificuldades econômicas, manteve-se o monopólio do Banco do Brasil sobre as exportações de café e de açúcar, pagas aos produtores em moeda nacional, após conversão cambial favorável ao governo. O "confisco cambial" revertia-se em favor das importações de trigo e petróleo.  Com o crescimento dos preços mundiais do café, o governo retomou as discussões com os credores externos, obtendo empréstimos da Alemanha e do Japão. O governo USA manteve o bloqueio econômico, enquanto apoiava as articulações golpistas.
A dívida externa do Brasil mantinha-se em três bilhões de dólares, a mesma desde a renúncia de Jânio Quadros, já que João Goulart não recebera qualquer empréstimo, enquanto o governo Kennedy financiava, através da Aliança para o Progresso, governadores e prefeitos conservadores. O Brasil comprometia 15% de seus ingressos cambiais com o pagamento de juros. A radicalização econômica aprofundava-se, embalada pela inflação e dificuldade no pagamento da dívida. No plano social, avançava a mobilização nas cidades, por reajustes salariais, e no mundo rural, sobretudo no Nordeste e no Sul, a luta pela terra aterrorizava os latifundiários.
Nas eleições de novembro de 1962, o PTB saltou de 66 para 104 deputados federais. Porém, nas onze eleições para governadores, não houve aliança PTB-PSD, dissociação que expressava radicalização social que rompia a aliança entre o industrialismo, dominante, por um lado, e  os segmentos proprietários e médios urbanos e rurais e o operariado fabril, dominados, por outro. Aliança garantira a vitória de Getúlio e Juscelino. Apesar da situação explosiva, Goulart negava-se a impulsionar a mobilização e a organização popular autônoma, temendo a superação da política desenvolvimentista-burguesa pelas classes trabalhadoras e a defecção de forças burguesas, já na oposição.
Não havia força política popular expressiva que propusesse a organização e saída independentes para os trabalhadores. Todas as organizações parlamentares, estudantis, operárias e populares de esquerda - Comando Geral de Greve, Comando Geral dos Trabalhadores, Frente Parlamentarista Nacional, UNE, PCB, PCdoB, etc., - apoiavam as "reformas de base", sob a hegemonia de "burguesia nacional". À esquerda deste espectro político encontravam-se a Ação Popular, a pequena Política Operária e minúsculos grupos trotskistas, sem capacidade real de intervenção social.
A posse de Lyndon Johnson, após o assassinato de. Kennedy, em fins de 1963, levou ao abandono da vacilante política dos democratas de dissuasão de golpes de Estados na América, facilitando a implementação do golpismo, em organização no Brasil, com apoio direto da embaixada yankee. Em 1º de abril de 1964, a alta oficialidade das forças armadas assaltou o poder, que o governo de João Goulart pretendera defender com as forças nacionalistas de um Exército que foi o grande vetor de sua queda e da conformação da nova ordem que regeria o país por vinte anos e determinaria, até hoje, seu realidade, em detrimento dos trabalhadores. O golpe foi apoiado pela grande burguesia industrial, pelo latifúndio, pelo imperialismo, pela Igreja, por grande parte dos segmentos sociais médios.
·        Mário Maestri, 63, historiador, é professor do Curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net

Greve dos Correios parte V (20/09/2001)

Amigos novo informe da Federação - FENTECT, A GREVE CONTINUA:

http://www.fentect.org.br/media/informes/INFORME_028.pdf

Dilma já assinou definitivamente a privatização dos Correios

Sancionada a reestruturação dos Correios 


19/9/2011 13:36,  Por Agencia Senado

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A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou na última sexta-feira (16) a Lei 12.490/11, que amplia as atividades da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), além de transferir a regulação do mercado de etanol à competência da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O Projeto de Lei de Conversão (PLV) 21/11, que deu origem à lei, foi aprovado no Plenário do Senado em 31 de agosto.

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Senado aprova MP que amplia atuação dos Correios

A lei autoriza os Correios a atuar no exterior, constituir subsidiárias e adquirir o controle ou participação acionária em outras empresas. Também permite sua atuação em serviços postais de logística integrada, financeiros e eletrônicos. Prevê, ainda, a aplicação subsidiária à ECT da lei que trata das sociedades anônimas.

Durante a tramitação da proposta na Câmara, foi incluída uma vedação à atuação das empresas subsidiárias ou com participação da ECT no serviço de entrega domiciliar, objeto de monopólio. Outra mudança feita pelos deputados ao projeto original (MP 532/11) foi a determinação de que as funções gerenciais e técnicas da empresa, em âmbito regional, só possam ser exercidas por empregados do quadro permanente.

Todos os atos de constituição de subsidiárias e de aquisição do controle ou participação em empresas deverão ser comunicados à Câmara e ao Senado no prazo de 30 dias. O texto original previa necessidade de aprovação desses atos pelo Conselho de Administração, mas a presidente Dilma vetou o dispositivo, com a justificativa de que essa determinação já consta do Estatuto Social da ECT.

Combustíveis

A nova lei também atribui à ANP a fiscalização e a regulamentação do setor produtivo do etanol, antes considerado um subproduto agrícola, sendo sujeito ao controle do Ministério da Agricultura. O texto reduz, ainda, o percentual mínimo de álcool adicionado à gasolina de 20% para 18% – o limite máximo, de 25%, não foi alterado.

Outra mudança é a inclusão de um capítulo específico sobre atividades econômicas da indústria de biocombustíveis na Lei 9.478/97, que trata da política energética nacional, do Conselho Nacional de Política Energética e da ANP.

A presidente Dilma vetou, no entanto, propostas da Câmara que garantiam mais incentivos ao setor de biocombustíveis, como alterações nas alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para assegurar a competitividade dos biocombustíveis e a criação de uma reserva de mercado para empreendimentos de geração de energia elétrica a partir de biomassa.

Da Redação / Agência Senado

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ministro da Comunicações vai descontar o dias parados dos carteiros por causa da Greve dos Correios

Grevistas dos Correios terão dias parados descontados, diz ministro

Em nota, Paulo Bernardo critica paralisação e diz que 'greve não é férias'.
Todos os 35 sindicatos da categoria devem aderir ao movimento até quarta.


Fábio Amato Do G1, em Brasília

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, divulgou nota nesta segunda-feira (19) em que critica a greve nos Correios e afirma que os dias não trabalhados serão descontados do salário dos funcionários.
“Greve não é férias”, diz o ministro na nota. “[Os] dias faltados serão descontados”, completou. Bernardo declarou que as greves são “parte da democracia”, mas apontou que os serviços executados pelos Correios não podem parar.

“Temos que cumprir a nossa missão que é servir à população e esta não pode ficar desassistida”, disse.

Ainda de acordo com o ministro, a greve por tempo indeterminado abre espaço para o crescimento de empresas concorrentes na área de despacho de cargas.

“A concorrência naturalmente fica assanhada para ver se toma um pedaço do mercado”, disse. “É preciso responsabilidade por parte de todos no momento em que se procura reforçar e modernizar ainda mais os Correios.”

Adesão à greve
A partir de quarta-feira (21), o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Uberaba e Região (Sintect – URA) entrará para a paralisação dos trabalhadores dos Correios, que teve início na noite de terça-feira (13).
Com a adesão da região, todos os 35 sindicatos da categoria no país estarão em greve, de acordo com José Gonçalves de Almeida, o Jacó, membro do comando de negociação da Federação dos Trabalhadores dos Correios (Fentec).
O sindicato de Uberaba foi o último a entrar na paralisação. A assembleia que decidiu pela adesão aconteceu na sexta-feira (16). De acordo com Antônio Sérgio Tiveron, diretor do Sintect - URA, é preciso esperar até quarta-feira para cumprir a legislação, já que é necessário avisar os Correios sobre a paralisação com antecedência.

Pagamento de contas
Segundo a Fundação Procon-SP, os consumidores que sabem a data de vencimento de suas contas devem entrar em contato com a empresa, para solicitar outra opção para efetuar o pagamento, antes do vencimento, "a fim de evitar a cobrança de eventuais encargos e cancelamentos".

Na semana passada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as datas de pagamento dos boletos de cobrança não serão alteradas em virtude da greve.

Em comunicado, a entidade sugeriu que os clientes identifiquem os pagamentos recorrentes mensais, ou aqueles eventuais que poderão incidir no período da paralisação e, com essas informações, procurem as agências das concessionárias ou empresas emissoras dos boletos para solicitar a segunda via da cobrança.

Reivindicação
A categoria reivindica piso de R$ 1.635 – atualmente, o valor está em R$ 807 – mais reposição da inflação. “Também exigimos um Correio público, 100% estatal e eficiente, além de contratações já, porque a sobrecarga está forte, está faltando muita gente nos Correios”, diz Evandro Leonir, representante do comando nacional de negociação da federação.

Os Correios devem soltar novo balanço sobre a greve nesta segunda-feira (19). Segundo o balanço divulgado na quinta-feira (15), o índice de adesão, até quinta-feira, era de aproximadamente 30% do efetivo total de trabalhadores, chegando a 2/3 na área operacional.

A proposta da empresa é de reposição da inflação de 6,87% mais R$ 50 de aumento linear a partir de janeiro para todos os trabalhadores, o que, somado, representaria reajuste de 13%.
Com a adesão dos trabalhadores à greve, esta proposta foi imediatamente extinta, segundo informações da assessoria de imprensa dos Correios. A empresa diz que aceita negociar com os trabalhadores, desde que as atividades sejam retomadas.

Os grevistas, no entanto, alegam que os trabalhadores não voltarão ao trabalho enquanto os canais de discussão não forem reabertos.

Plano de contingência
Os Correios informam que foi colocado em operação um plano de contingência, com contratação de recursos, realocação de empregados e realização de horas-extras, “para minimizar os prejuízos à sociedade”.

A distribuição de cartas e encomendas continua sendo feita e, até a quinta-feira, cerca de 60% do volume diário de objetos postais foi entregue nos dois dias de paralisação. Seguem suspensos os serviços Sedex 10, Sedex Hoje e Disque-Coleta, por se tratar de serviços com horário marcado.

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Greve dos Correios parte IV(19/09/2001)


Greve atinge setor de tecnologia dos Correios
Parte do setor administrativo decide aderir ao movimento da categoria, contrariando política do Bando dos Quatro de atacar a área administrativa para dividir a categoria
19 de setembro de 2011
Junto com outros 26 estados a categoria dos Correios no Distrito Federal decretou greve a partir das 0h00 do dia 14 de setembro.
A greve teve adesão imediata dos setores operacionais, onde as encomendas são triadas por Operadores de Triagem, na garagem com motoristas e motociclistas, e pelos Centros de Distribuição com os carteiros.
Nos primeiros dias algumas agências de atendimento continuaram funcionando e, como tradicionalmente acontece, o setor administrativo, especialmente os técnicos e analistas que trabalham no Ed. Sede da Empresa em Brasília não aderiram à paralisação.
As denuncias feitas no dia 15 explicam um pouco a falta de adesão. Meia hora antes de uma assembléia prevista para acontecer na quinta-feira, os diretores foram chamados pela presidência da empresa que orientou os chefes a impedir da maneira que fosse necessária a participação do setor administrativo no movimento grevista. Ao ponto de o próprio vice-presidente da empresa percorrer diversos andares do prédio para intimidar os trabalhadores.
A direção da empresa e o governo sempre investiram na divisão da categoria. Diversos sindicatos, associações específicas, tentativas de negociações em separado, tudo isso apesar do padrão tanto de carteiros quantos de engenheiros dos Correios serem o mesmo, o governo. Esse, aliás, foi o argumento para que por muito tempo o setor administrativo não participasse ativamente da campanha salarial, apesar da negociação coletiva servir também para esses trabalhadores.
Mas um fator foi fundamental para mudar essa situação na campanha de 2011. O setor de tecnologia reconheceu que a Medida Provisória 532 aprovada pelo Congresso Nacional e que está prestes a ser sancionada pela presidenta Dilma Rousseff não ameaça apenas o setor operacional da empresa com as terceirizações etc. A tecnologia é um dos alvos principais da privatização dos Correios.
Por isso, a assembléia do dia 16 de setembro, com a presença de carteiros, OTTs, motoristas, atendentes comerciais e trabalhadores da área de tecnologia pode representar uma nova etapa da luta da categoria.
Por enquanto a adesão é praticamente apenas do setor de tecnologia. Mas representa um passo fundamental para que outras áreas de analistas venham aderir ao movimento.

domingo, 18 de setembro de 2011

Família de Lamarca reclama de perseguição política

Família de Lamarca reclama de perseguição política


17/9/2011 16:29,  Por José Dirceu - de São Paulo

Lamarca
Lamarca supervisiona o treino dos militanets da VPR no Vale da Ribeira

Aos 50 anos Cesar, um aeronauta com 30 anos de serviços prestados, ostenta com orgulho o sobrenome do pai, Carlos Lamarca, legendário militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). E, aos 40 anos do assassinato de seu pai, neste dia 17 de setembro, assume a responsabilidade de contar ao mundo o sentido da luta do militar que abraçou radicalmente a causa da liberdade em plena ditadura.

Cabe a Cesar relatar, ainda, a luta da família Lamarca, diante de a ação promovida por clubes militares que procuram suspender sua anistia política, assim como o direito de sua viúva, Maria Pavan Lamarca, de receber a pensão e a indenização – já determinadas pela Comissão da Anistia do Ministério da Justiça.

– Meu pai era um homem essencialmente livre. Abriu mão da carreira militar, que tanto amava, e da família, rompeu com o regime e entregou seus melhores anos por seu ideal. Ele morreu como um mendigo, ao lado de Zequinha Barreto, irmão na morte, companheiro até as últimas conseqüências – resume o filho, o perfil o pai.


Responsabilidade

de não se omitir

Para o aeronauta, Lamarca não foi um desertor, como o querem qualificar os autores da ação contra seu pai.

– Quem foi terrorista foi quem torturou o povo brasileiro. Meu pai não poderia compactuar ou se omitir diante de um grupo que traiu a pátria, traiu o seu juramento à bandeira e tomou o governo, contra o povo – esclarece.

Para Cesar, ser filho de Lamarca implica na responsabilidade de não se omitir, assim como, também, de “manter a cabeça serena”. Segundo Cesar, a família Lamarca – a viúva Maria, sua irmã Cláudia, ele próprio e quatro netos – jamais fará algo para ofender uma instituição brasileira tão cara para ele, quanto o foi o Exército brasileiro.

– Mas tampouco deixaremos que nos ofendam. Precisamos dar um basta a essas ofensas – ressaltou ele.

De acordo com o filho de Lamarca, a ação que a família enfrenta é absurda.

– Ela foi formulada por um assessor militar do (deputado federal Jair) Bolsonaro – informou.

E pergunta-se:

– Se o argumento usado na ação – de que Lamarca teria sido um desertor do Exército – é válido para invalidar a sua anistia, então porque entraram com uma ação apenas contra a família de Lamarca? E porque não o fizeram com todos os demais militares com trajetórias similares que também foram anistiados? Se não entraram com ação contra eles, mas somente contra a nossa família, isso indica a conotação de uma clara de perseguição política.


Reunião Municipal do PSOL 2011 (Manaus/AM)

Companheiros (as),
próximo dia  24/09/2011, sabado, na sede do PSOL, localizada av Epaminondas,nº 368. Altos da Loja LIMAQ/SINGER - Centro. contamos com sua participaçãoe convidados, caso queira convidar  alguém para conhecer o PSOL.
ESTAREMOS DEBATENDO OS SEGUNTES PONTOS:

  • Conjuntura Estadual;
  • Conjuntura Municipal;
  • Conjuntura Sindical;
  • Balanço do PSOL;
  • Resoluções
  • Recomposição da Executiva Municipal;
  • Contribuição Finanaceira.


OBSERVAÇÃO:  Quem compareceu a  1º Plenária do  03/09/11.favor levar a pasta, se possivel vamos usar nossa camisa nova do PSOL.todos  filiados devem contribuir com a TAXA CONGRESSUAL DE R$  15.00  reais,prevista na Resolição Nacional.

COM URGENCIA:

Precisamos de contribuição  teórica para os debates, acima relacionados, escolha um ponto ou mais, escreva sua análise e nos mande. nesse email sec.psolmanaus@yahoo.com.br ou professorqueiroz500@hotmail.com.

FICA CONVOCADA A DIREÇÃO DA EXECUTIVA PSOL MANAUS PARA REUNIÃO DIA 22/09/11 AS 15:00 NA SEDE DO PSOL,PARA ORGANIZAR O DIA 24. OS DEMAIS  FILIADOS ESTAM CONVIDADOS.
 SAUDAÇÕES DE LUTAS.
Marcos Antonio de Queiroz (Professor Queiroz)
Presidente do PSOLMANAUS

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Greve dos Correios parte III (16/09/2001)

Funcionários dos Correios mantêm
greve nesta sexta-feira (16)

Mais de 5 milhões de correspondências estão atrasadas
Do R7

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Os funcionários dos Correios decidiram, em assembleia realizada na quinta-feira, continuar com a paralisação por tempo indeterminado.
Segundo comunicado da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares), 34 dos 35 sindicatos da categoria estão paralisados. Os funcionários exigem reajuste salarial, no vale-refeição e mais contratações.
Para quem tem contas a pagar e boletos que normalmente chegam pelo correio, a orientação é buscar outras formas de pagamento: solicitar 2ª via pela internet, pagar em caixas eletrônicos ou direto nos bancos e lojas.
Cerca de 5 milhões de correspondências estão atrasadas. Quem procurou as agências abertas até conseguiu postar suas cartas, mas sem a garantia de que elas chegarão no prazo normal.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Resultado Final da Seduc-AM sairá final de setembro de 2011

Resultado final do concurso da Seduc deve sair apenas em setembro

A Seduc havia dado divulgado que o resultado final sairia no mês de agosto, mas, de acordo com a assessoria, só agora a empresa terceirizada finalizou a análise de títulos.
[ i ]Concurso da Seduc aconteceu em maio deste ano. Foto: Arlesson SicsúConcurso da Seduc aconteceu em maio deste ano.
Manaus - O Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe/UnB) deve divulgar até o fim deste mês de setembro a relação com os candidatos aprovados no concurso público promovido pelo Governo do Estado do Amazonas para preencher vagas na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A prova foi realizada no último dia 22 de maio. 7.703 vagas para cargos de níveis Fundamental, Médio e Superior.

A Seduc havia dado divulgado que o resultado final sairia no mês de agosto, mas, de acordo com a assessoria, só agora a empresa terceirizada finalizou a análise de títulos. Os candidatos aptos para contratação terão seus nomes homologados em Diário Oficial ainda em setembro e deverão ser convocados para o serviço funcional no início de 2012, 7.703 vagas para cargos de níveis Fundamental, Médio e Superior devem ser preenchidas.

Com um total de 84 mil inscritos, esse é o maior concurso público já realizado pelo Governo do Estado para a área da educação, de acordo com a Seduc. O último realizado pela secretaria foi desenvolvido em 2003 e ofereceu 5.998 vagas.

Informações mais do concurso entra nos dois sites:

http://www.portalamazonia.com.br/secao/noticias/amazonas/2011/09/09/seducam-homologa-lista-de-aprovados-no-concurso-ate-final-de-setembro/

http://www.d24am.com/noticias/amazonas/resultado-final-do-concurso-da-seduc-deve-sair-apenas-em-setembro/35305

Greve dos Correios parte II (15/09/2001)

Trabalhadores dos Correios aprovam greve em todo o país




CSP-Conlutas
 


• Greve por tempo indeterminado! Essa foi a resposta que os trabalhadores dos Correios deram à direção da empresa na noite desta terça-feira (13), em assembléias realizadas por todo país. A categoria deixou explicito que não aceitará a proposta rebaixada da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) de apenas R$ 800 de abono sem aumento real.

Dos 35 sindicatos filiados à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), 34 já informaram que estão em greve. As assembléias expressaram a disposição de luta. Em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, havia mais de 6 mil trabalhadores decididos pela greve.


Trabalhadores dos Correios de Pernambuco aprovam greve

Para um dos representantes da FNTC (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios), que faz oposição à Fentect, Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, a empresa, após 50 dias de enrolação, acreditou que propondo um abono de R$ 800, a ser pago na sexta-feira próxima, dia 16/09, iria desmobilizar os trabalhadores e evitaria a paralisação. “A ECT quebrou a cara, a categoria não só repudiou a proposta da empresa como demonstrou nas assembléias que não vai aceitar proposta rebaixada”, enfatizou Rodrigues.

Segundo o membro da FNTC, os sindicatos governistas ligados à CUT e à CTB, pressionados pela a categoria, tiverem de dar um “giro à esquerda” e radicalizar. “Sabemos que vão tentar acabar com a greve o mais rápido possível. Os sindicatos da FNTC foram os primeiros a decretar a greve e rejeitar a proposta rebaixada da empresa e seguiremos com esta postura até que nossas reivindicações sejam atendidas”, finalizou.



Outra reivindicação que a FNTC luta para que seja um dos eixos da greve é o veto de Dilma à MP 532, aprovado pelo Congresso, que abre o capital da estatal e inicia, na prática, a privatização da empresa.

A empresa até o momento não apresentou nova proposta para a categoria. Nesta quarta-feira (14) acontece nova assembleia nacional para dar encaminhamentos à greve.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Greve dos Correios parte I (14/09/2001)

Greve faz Correios suspender serviços de entrega com hora marcada

Sedex Hoje, Sedex 10 e Disque Coleta estão suspensos; empresa diz que não vai negociar salários enquanto paralisação continuar

Danilo Fariello, iG Brasilia | 14/09/2011 15:21

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    Foto: Agência Brasil Ampliar
    Com a paralisação, 17% da carga que deveria ser entregue nesta quarta-feira ficou parada
    O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, reconheceu hoje a paralisação média de um terço dos funcionários da empresa, sendo que a mobilização é maior nas áreas operacionais.
    Segundo ele, o serviço continua a ser oferecido, mas de forma precária, e podem ocorrer atrasos nas entregas. Já os serviços com hora marcada foram suspensos. A partir de hoje, portanto, não funcionam o Sedex Hoje, o Sedex 10 e o Disque Coleta.
    Pinheiro afirma que, por conta da paralisação, 17% da carga que deveria ser entregue nesta quarta-feira permaneceu parada. "Hoje deixaram de entregar 5,3 milhões de objetos", explica.
    O presidente dos Correios disse que a última proposta de reajuste salarial feita pela empresa foi retirada até que a greve se encerre. “Enquanto greve existir, não haverá negociação”, afirmou. Pinheiro ainda avalia se os Correios recorrerão à Justiça para interromper a greve.


    Segundo ele, a empresa possui um plano de contingência para operar com apenas uma parte dos funcionários. Nestes casos, por exemplo, o prazo de vencimento de faturas é uma das informações relevantes para priorizar as entregas. Ele prevê ainda que, se a greve persistir, os prazos de entrega das correspondências vão atrasar cada vez mais.